QUANDO PROCURAR UM PSICÓLOGO?
- Isabella Vaini Alves

- 5 de fev. de 2019
- 3 min de leitura

São vários os fatores que tornam uma pessoa diferente da outra. Essas diferenças tem a influência da criação dos pais, família, escola, amigos, convivência na comunidade, o ambiente, entre outros, que influenciam a maneira de ser de cada indivíduo. Com isso, as pessoas cada vez mais encontram dificuldades de se relacionar, seja, por medo de ser contrariado, por medo de ser confrontado, medo da perda, medo de sentir angústia e sofrimento e medo do mundo desconhecido dentro do outro. A busca por um psicólogo se faz necessária, quando aparecem dificuldades no casamento ou namoro, quando surgem sentimentos de carência, de ciúmes excessivo, falta de comunicação, quando surgem brigas e discussões por motivos fúteis.
A família é a primeira rede de relacionamento que o indivíduo tem e, por meio dela, que o surgem às noções de hierarquia, respeito, comunidade, cooperação. Não é difícil encontrarmos nas famílias problemas relacionais entre pais e filhos, devido à diferença de idade e a maneira de ver o mundo, os pais muitas vezes querem que os filhos sejam como eles “sonharam” e buscam se satisfizer por meio deles e esquecem que os filhos têm a seu próprio jeito de ser e os seus próprios “sonhos”, além de ter a sua personalidade e seus objetivos.
Em contra partida, os pais muitas vezes não são compreendidos pelos filhos que pensam que as suas visões são antiquadas e ultrapassadas e acabam por não ouvir aquilo que eles têm a dizer, a falta de tolerância, as diferenças tornam-se um grande obstáculo no fortalecimento dos laços familiares e por meio da psicoterapia é possível identificar os fatores que estão prejudicando o relacionamento familiar e como administrá-los para melhorar a relação.
Os comportamentos mostram que o jeito de o indivíduo ser, são manifestações do inconsciente e tem o poder de influenciar diretamente o presente e o futuro. Alguns comportamentos são destrutivos como: Atrasos, procrastinação, grosserias, fofocas, mentiras, excesso de exposição da vida privada, hábito de reclamar, uso exacerbado das redes sociais, entre outros.
Nesses casos de comportamentos autodestrutivos o psicólogo pode ajudar a compreender e melhorar os aspectos do comportamento fazendo com que a pessoa seja mais acertiva e retire de sua vida aquilo que faz mal, conforme se torna consciente. A profissão também influencia diretamente o indivíduo, pois este passa pelo menos 8 (oito) horas do seu dia trabalhando, o que pode afetar seu estado de humor gerando estresse, insatisfação, falta de motivação, dificuldade em alcançar resultados, dificuldade de se sentir realizado.
A psicoterapia ajuda na identificação da causa, tornando possível a mudança do que tem gerado insatisfação, além de fornecer orientação profissional para quem ainda não escolheu, ou, busca uma recolocação no mercado de trabalho em uma nova área de atuação, possibilita também a explorar as habilidades do indivíduo.
A psicoterapia também auxilia a prevenção e o tratamento de transtornos psíquicos, como: estresse, ansiedade, depressão, pânico, fobia, bipolaridade, problemas com álcool e outras drogas. Na atuação clínica existem várias técnicas ajudam o indivíduo a lidar com os sintomas e identificar os sentimentos envolvidos no processo de análise.
Na psicoterapia, um dos principais pilares é o autoconhecimento, pois ao se conhecer melhor, é possível adquirir autocontrole, autorreflexão, auto-observação e, ao olhar para dentro de si, é possível identificar e modificar aquilo que tem paralisado e gerado conflitos, via de consequência, favorecendo na busca pelo sentido existencial e no amadurecimento psicológico, na ampliação da resiliência e capacidade de crescer com as dificuldades.
Neste sentido, pode-se dizer que em vários momentos da vida é necessário consultar um psicólogo, na infância para ter um desenvolvimento saudável, na adolescência por se tratar de fase conflitiva e cheia de altos e baixos e na fase adulta para lidar melhor com as situações familiares, com casamento, filhos e trabalho. É importante ter autoconhecimento e cuidar da saúde mental para ter uma vida equilibrada e feliz.
REFERÊNCIAS
Brasil Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Relações Interpessoais: abordagem psicológica. Regina Lúcia Sucupira Pedroza. Brasilia: Universidade de Brasília, Centro de Educação a Distância, 2016.
Fãs de Psicanálise. Entendendo Os 10 Mais Destrutivos Comportamentos Humano. Disponível em: <https://www.fasdepsicanalise.com.br/entendendo-os-10-mais-destrutivos-comportamentos-humanos/> Acesso em: 23 ago. 2018.
TAIBBI, Robert. Fazendo Terapia Familiar: Habilidade e Criatividade na Prática Clínica. Tradução Lívia Cruz Sanches; Revisão Científica Claudia Bruscagin. 2 ed. São Paulo: Rocca, 2009.




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